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Como estudar com a técnica Pomodoro

Estudar por horas é difícil. Estudar por 25 minutos, não. Veja como transformar a técnica Pomodoro em um plano de estudos para a lição de casa, a revisão e a reta final de provas, vestibular ou concurso, com cronogramas de exemplo para copiar.

Em resumo

Divida seu tempo de estudo em blocos de foco de 25 minutos com pausas de 5 minutos, e faça uma pausa mais longa depois de três ou quatro blocos. Dê a cada bloco um objetivo claro, como “20 flashcards” ou “prova antiga, questão 3”, use métodos ativos, como testar a si mesmo em vez de reler, e deixe o celular fora do alcance até a pausa.

Por que funciona para estudar

  • Vence a procrastinação. “Um bloco de química” é fácil de começar. “Estudar química hoje à noite”, não.
  • Mantém você descansado. Pausas curtas e regulares impedem que, aos poucos, você acabe relendo a mesma página várias vezes. Em um estudo, universitários que fizeram pausas fixas, no estilo Pomodoro, se sentiram menos cansados e mais motivados do que os que decidiam as pausas por conta própria, e fizeram o mesmo trabalho em menos tempo.
  • Deixa o progresso visível. Quatro blocos concluídos são algo que você consegue ver, o que ajuda nos dias em que a matéria parece não ter fim.
  • Protege a sua noite. Planejar em blocos mostra quando você terminou, então o estudo não se espalha pela noite inteira.

Planeje sua sessão em blocos

  1. Liste o que você precisa cobrir. Assuntos, capítulos, listas de exercícios, redações.
  2. Estime em blocos, não em horas. “Dois blocos para o capítulo 4, um para a lista de exercícios.”
  3. Coloque o mais difícil primeiro, enquanto a cabeça está descansada.
  4. Dê a cada bloco um objetivo que você possa riscar da lista: uma seção, uma série de questões, uma página de anotações.
  5. Guarde o último bloco para revisar: teste-se sobre o que você estudou hoje.

O que fazer em cada bloco

Um bloco só é tão bom quanto o que você faz nele. As pesquisas sobre técnicas de estudo mostram de forma consistente que testar a si mesmo e espalhar a prática ao longo do tempo funcionam muito melhor do que reler ou grifar (Dunlosky e colegas, 2013).

TécnicaComo fica em um bloco de 25 minutos
AutotesteFeche o livro e escreva tudo o que você lembra, depois confira o que faltou.
ExercíciosResolva provas antigas ou os exercícios do fim do capítulo sem olhar as respostas.
FlashcardsPasse por um baralho e separe os que você errou para o próximo bloco.
Explique de forma simplesExplique um conceito em voz alta ou no papel como se fosse para um amigo. As lacunas aparecem rápido.
Espalhe no tempoVolte a um assunto ao longo de vários dias, em vez de estudar tudo de uma vez.

Cronogramas de estudo de exemplo

Estes exemplos usam blocos de foco de 25 minutos, pausas curtas de 5 minutos e uma pausa longa de 20 minutos a cada três blocos, o padrão do Pomodoro Focus. Ajuste ao seu dia.

PlanoComo ficaTotal
Revisão rápidaFoco · pausa · foco, depois um autoteste de 5 minutosCerca de 1 hora
Noite de lição de casaFoco · pausa · foco · pausa · foco · pausa longa · focoCerca de 2 horas e meia
Dia de revisão para a provaTrês séries de três blocos, cada uma seguida de uma pausa longa, com o almoço no meio9 blocos, cerca de 6 horas com as pausas
A véspera da provaDois ou três blocos de autoteste leve, e depois dormirCerca de 1 hora e meia

Longo ou curto demais? Se 25 minutos parecer muito, comece com 15 e vá aumentando. Se você vive entrando num bom flow, teste 45 ou 50 minutos com pausas de 10 minutos.

Pausas que ajudam de verdade

Levante e se mexa, beba água, olhe pela janela ou faça um lanche. Evite os feeds do celular: eles são feitos para você continuar rolando a tela, e deixam muito mais difícil começar o próximo bloco. As pausas longas são um bom momento para uma caminhada ou uma refeição.

Estuda com som de fundo? Letras de música tendem a atrapalhar a leitura e a memorização. Sons constantes, como chuva, costumam funcionar melhor: veja nosso guia de sons para focar.

Acompanhe por matéria

Ver o tempo de estudo se acumulando é uma das melhores motivações. No Pomodoro Focus, você pode criar uma categoria para cada matéria, como “Matemática 📐” ou “Biologia 🧬”, escolhê-la antes de um bloco e ver em Estatísticas quanto tempo cada uma recebeu nesta semana. E o contador de dias seguidos mostra há quantos dias você estuda sem falhar.

Estatísticas do Pomodoro Focus: 11 horas e 15 minutos de foco na semana passada, 8 sessões, 13 dias seguidos e o tempo por categoria
Estatísticas da semana com o tempo por categoria e seus dias seguidos.

Dúvidas

Quantos pomodoros devo estudar por dia?

Em um dia normal de escola ou faculdade, 4 a 6 blocos de foco além das aulas já são uma boa quantidade. Na época de provas, 8 a 12 blocos espalhados pelo dia é bastante, mas dá para fazer com pausas de verdade. A qualidade importa mais que a quantidade: um bloco de autoteste vale mais que dois relendo a matéria.

25 minutos é pouco tempo para estudar?

Não para a maioria das pessoas. É tempo suficiente para uma bateria de exercícios ou uma parte das suas anotações. Se você costuma entrar no flow, teste 45 ou 50 minutos com pausas de 10 minutos.

Devo ouvir música enquanto estudo?

Música com letra costuma atrapalhar a leitura e a memorização, porque seu cérebro processa as palavras. Música instrumental ou um som constante, como chuva, distrai menos a maioria das pessoas.

O que fazer na pausa dos estudos?

Levante e se mexa, beba água, olhe para algo distante. Evite as redes sociais: elas dificultam começar o próximo bloco.

A técnica Pomodoro ajuda a vencer a procrastinação?

Sim, é nisso que ela é melhor. Assumir o compromisso de um bloco de 25 minutos é muito mais fácil do que encarar uma noite inteira de estudo, e depois que você começa, continuar fica mais fácil.

Fontes

  • Dunlosky, J., Rawson, K. A., Marsh, E. J., Nathan, M. J. e Willingham, D. T. (2013). Improving students' learning with effective learning techniques. Psychological Science in the Public Interest 14(1): 4–58.
  • Biwer, F. et al. (2023). Understanding effort regulation: Comparing “Pomodoro” breaks and self-regulated breaks. British Journal of Educational Psychology 93: 353–367. doi:10.1111/bjep.12593